A partir de agora vamos continuar colaborando com com notícias e opiniões no blog registronaluta.blogspot.com.br/
Blog de opinião, as notícias, os fatos e informações sobre Registro-SP e o Vale do Ribeira. Principais assuntos: política, desenvolvimento regional, cidadania e meio ambiente. Siga-nos no facebook.com/ronaldojoseribeiro. Compartilhe com os seus amigos
Pesquisar este blog
sexta-feira, 14 de abril de 2017
terça-feira, 21 de março de 2017
Vereadores de Registro aprovam por unanimidade moção de apelo contra a Reforma da Previdência
Nesta
segunda-feira, 20 de Março, a Câmara Municipal de Registro votou a Moção de
Apelo aos Deputados mais votados em Registro/SP para que votem contra a Reforma
da Previdência no Congresso Federal. A moção apresentada pela Vereadora Sandra
Kennedy teve adesão unânime de todos os vereadores. O auditório da Câmara
esteve lotado por munícipes contrários a Reforma da Previdência.
A articulação da Moção de Apelo é resultado da
mobilização popular no Ato Contra a Reforma da Previdência, da última
quarta-feira, 15 de Março em frente a Agencia do INSS de Registro-SP, no qual mais de 20 entidades estiveram
presentes, reunindo mais de 300 manifestantes.
A
ideia do ato surgiu durante o evento comemorativo do Dia Internacional das
Mulheres realizado na noite de 7 de março, por iniciativa do Mandato da
Vereadora Sandra Kennedy que debateu sobre os impactos da reforma da
Previdência para a mulher trabalhadora.
A
moção de apelo foi uma das propostas surgidas durante a realização do Ato
Público, a partir da coleta de assinaturas de abaixo-assinado dirigido aos
Deputados com o mesmo propósito.
A
coleta de assinaturas continua sendo realizadas pelas entidades que estiveram
presentes e na organização do ato e também por meio de uma petição na internet
e que pode ser assinada pelo seguinte endereço. assine aqui
As
entidades participantes deverão se reunir nos próximos dias para organizar os
próximos passos da mobilização contra a reforma da presidência.
domingo, 10 de maio de 2015
O PT NA ENCRUZILHADA
Queridos amigas e
amigos,
Envio-lhes uma
reflexão que escrevi sobre a encruzilhada política que o Partido dos
Trabalhadores enfrenta neste momento.
Espero assim contribuir com o debate sobre os rumos e os caminhos para
superar os desafios que se colocam sobre nosso Partido. Estou aberto ao diálogo
e à reflexão compartilhada.
Abraço fraterno,
PATRUS ANANIAS DE SOUSA
O Partido dos Trabalhadores vive
a maior crise de sua história. Sabemos que a palavra crise comporta diferentes
significados e desdobramentos. Pode anunciar o fim como pode abrir novas
possibilidades. O primeiro passo para que a crise se torne um processo de
gestação e crescimento é não perder a memória e confrontar a realidade
presente.
É fundamental nesse momento
recuperarmos a trajetória do PT nos 35 anos de sua existência, as forças
políticas e sociais que possibilitaram o seu surgimento e expansão. Os
militantes que fundaram e consolidaram o nosso partido vieram de origens
diferentes, todos comprometidos com ideais de libertação e justiça social.
Viemos dos que lutaram e sobreviveram às prisões, torturas e exílios da
ditadura; do novo sindicalismo forjado nas lutas e greves históricas dos anos
1970; das comunidades eclesiais de base e das pastorais comprometidas com a
vida, a dignidade da pessoa humana e o bem comum; do movimento estudantil, das
escolas e universidades de onde vieram os professores e intelectuais empenhados
na construção do projeto nacional brasileiro. É sempre bom lembrar que no ato
fundacional e no processo de construção do PT estiveram presentes pensadores do
Brasil como Antônio Cândido, Sérgio Buarque de Holanda, Henrique de Souza
Filho, o Henfil, Mário Pedrosa, Hélio Pellegrino, Paulo Freire, Florestan
Fernandes...
O processo de construção do
Partido dos Trabalhadores foi a mais inovadora e instigante experiência
político-partidária da história do Brasil e umas das mais surpreendentes do
mundo. Fizemos um partido democrático, popular, plural, rigorosamente vinculado
aos interesses dos pobres e das classes trabalhadoras, construído de baixo para
cima, empoderando as bases.
Quando disputamos em 1982 as
primeiras eleições do PT em Minas Gerais -experiência que acompanhei mais de
perto, fui duas vezes Secretário-geral e Presidente do Partido - não tínhamos
um único vereador em todo o Estado, nenhum prefeito, nenhum deputado. Elegemos
naquelas eleições 1 deputado federal, 1 deputado estadual, 14 vereadores,
nenhum prefeito.
Fomos ganhando espaços pouco a
pouco e construímos o modo petista de governar; o modo petista de legislar; construímos
a esplêndida militância petista. A nossa opção inaugural foi fazermos do
Partido, para além das disputas eleitorais, um espaço pedagógico através de
cursos de formação política, ciclos de debates, conferências e reflexões sobre
o Brasil e os grandes temas políticos contemporâneos.
Nossos primeiros governos
municipais e estaduais foram marcados pela ousadia, criatividade, competência,
honestidade. Implantamos os orçamentos participativos, desprivatizamos os
espaços públicos, invertemos prioridades, priorizamos as políticas públicas
sociais, cuidamos dos mais pobres, democratizamos o poder, implantamos, em
parceria com a sociedade civil e os movimentos sociais, os conselhos e, a
partir deles, realizamos as conferências setoriais; viabilizamos políticas de
segurança alimentar e nutricional, combatemos à fome e a desnutrição;
participamos ativamente da consolidação do Sistema Único de Saúde-SUS; da Lei
Orgânica da Assistência Social – LOAS; procuramos cumprir as diretrizes
constitucionais relativas à Educação, à Cultura, à proteção das comunidades
tradicionais, ao meio-ambiente, ao princípio da função social da propriedade.
Os nossos parlamentares,
minoritários nas Casas legislativas municipais, estaduais e nacional
apresentavam importantes projetos de lei, sintonizados com os interesses da
maioria da população defendiam princípios e valores éticos; eram incansáveis no
combate à corrupção, trabalhavam em sintonia com a comunidade e os movimentos
sociais.
É verdade que algumas vezes ficamos tão encantados conosco
mesmos – porque a nossa política era basicamente correta e coerente- que
cedemos as tentações de um certo sectarismo em relação aos que pensavam e agiam
diferentes de nós. As vezes nos julgávamos donos da verdade e da ética.
Mas o fato histórico e objetivo é
que demos uma contribuição extraordinária ao desenvolvimento político e social
do Brasil, aqui incluídas as questões ambientais e culturais. Colocamos o
debate político e as políticas públicas em novos e mais elevados patamares;
cumprimos um papel civilizatório no País.
Preparamos, assim, os caminhos
para a eleição presidencial de Lula em 2002, depois das memoráveis campanhas
anteriores e das Caravanas da Cidadania que nos possibilitaram e ao futuro
Presidente um conhecimento mais aprofundado das diferentes regiões brasileiras.
Os 12 anos dos Governos Lula e
Dilma promoveram grandes mudanças no Brasil, especialmente no campo social.
Implantamos o mais vigoroso conjunto de políticas públicas voltadas para a
inclusão social dos pobres, dos trabalhadoras e trabalhadores de baixa renda: o
Fome Zero que cumpriu pelo menos uma parte considerável de seus objetivos em
2014, quando a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a
Alimentação-FAO retirou o Brasil do mapa da fome; o Bolsa Família e, vinculado
a ele a rede de proteção social; o Luz para Todos, o PROUNI, o FIES, a criação
de centenas de Institutos Federais de Educação Tecnológicas, as dezenas de
novas universidades abertas ou expandidas através do REUNI; o PRONATEC, as
ações do Plano Brasil Sem Miséria, o
Minha Casa, Minha Vida com mais 2 milhões de moradias entregues e mais 3,7
milhões de moradias contratadas; as obras do Programa de Aceleração do
Crescimento, o PAC.
Essas mudanças e conquistas que
levaram as sucessivas vitórias nas eleições presidenciais elevaram a
autoestima, a confiança do povo brasileiro e serviram de inspiração e modelo
para outros países; passaram aqui a ser, mais do que esquecidas, objetos de
ataques diretos ou subliminares, de setores de oposição que encontram hoje em
setores da mídia nacional e internacional o seu espaço mais vivo e operante.
A oposição, as críticas e
questionamentos fazem parte do processo democrático. Nós que lutamos contra a
ditadura sabemos o valor fundante da democracia, da liberdade e dos direitos
fundamentais. Mas quando a oposição democrática, que se faz dentro das normas
constitucionais e dos princípios republicanos, é substituída, dentro da pior
herança lacerdista, pela afronta direta ás próprias instituições democráticas,
é hora então de nos colocarmos em estado de guarda e vigilância.
Querem os opositores golpistas,
sempre fascinados pelo caminho mais curto e menos democrático para chegar ao
poder, passar ao País o sentimento de que nada foi feito, que nada
conquistamos, que somos um povo incapaz.
Vejo nesse ataque sistemático
orquestrado pelas forças conservadoras que nunca respeitaram o povo brasileiro,
mas que muito sabem aproveitar das nossas riquezas e colocá-las a serviço de
seus interesses egoísticos e patrimonialistas, não o combate à corrupção que
eles conhecem e praticam muito bem, mas
o combate às políticas públicas sociais; o combate ao projeto nacional
brasileiro, às possibilidades de afirmação efetiva de nossa soberania,
serviçais que são dos interesses que se opõem ao desenvolvimento das
potencialidades da boa e brava gente brasileira.
O Partido dos Trabalhadores
enfrenta hoje dois desafios: um no campo externo no contraponto às forças
direitistas que querem o retrocesso político e social do Brasil e a nossa
submissão aos interesses do grande capital. O outro desafio se coloca no plano
interno: acertar o Partido com os princípios, valores e compromissos que nos
levaram a construí-lo.
Nós construímos o Partido dos
Trabalhadores ao longo desses 35 anos, incorporando lutas e movimentos
anteriores, com sangue, suor, trabalho e lágrimas, recuperando as palavras
históricas de Winston Churchill, mas também com muita alegria, celebrações e
esperança. Construímos o PT com milhares de filiados, milhões de militantes,
apoiadores, simpatizantes, que jamais transigiram um milímetro de sua
honestidade, que nunca cobraram ou receberam um centavo pelo seu voto, pela sua
adesão às causas maiores que sempre defendemos.
A todos presto uma homenagem aos trabalhadores e líderes sindicais que estiveram presentes na construção do PT em Minas,
exemplares na sua dignidade: José Gomes Pimenta, o imenso Dazinho, Joaquim
Oliveira, Milton Freitas, Maria Floripes do Nascimento, a doce e inesquecível
Flor, Joaquim Carroceiro de Governador Valadares, Paiada de Araçuaí, Vicente
Nica....
O PT deve hoje se dirigir a essa
militância combativa e generosa, deve colocar-se diante de sua própria
história, perante à memória dos que deram o melhor de suas vidas ao nosso
projeto partidário. Penso que a melhor maneira de fazê-lo é resgatando a nossa
identidade e o nosso projeto inaugural. Não foi o dinheiro que nos constituiu,
não foram os recursos de empresas nas campanhas eleitorais; o que nos
constituiu foi a força das nossas ideias, a determinação em fazermos do Brasil
um país mais justo e solidário, a dedicação da nossa militância.
A História nos ensina que os
testemunhos que atravessam os tempos, de Jesus de Nazaré ao Mahatma Gandhi,
fundam-se na coerência entre o pensamento e a ação, é o que nós chamamos de
integridade, de coerência, de coragem moral, de fidelidade a si mesmo. O PT,
nesta encruzilhada histórica, para reafirmar o seu projeto histórico e
confrontar os seus acusadores deve pôr em prática o que nós defendemos.
Nós defendemos no nosso projeto
de reforma política, o fim das contribuições financeiras das empresas nos
processos eleitorais. Vamos assumir perante nós mesmos e perante o povo
brasileiro que continuaremos trabalhando pela reforma política que defendemos.
Mas enquanto ela não for aprovada, nós vamos cumprir o que defendemos como se
fosse uma norma partidária, a partir de agora, a partir das eleições de 2016.
A realidade que nos impõe agora
confrontar e superar é que o PT aceitou as regras do jogo que sempre
prevaleceram nos processos eleitorais e de disputa política em nosso país. O
financiamento privado de campanhas eleitorais atingiu o paroxismo: impossível
continuar quando “ as visões se clareando” nos fazem melhor compreender o
contexto em que estamos inseridos. Os grandes grupos econômicos que irrigam as
campanhas eleitorais, cobram as contrapartidas que sempre caem na conta da
população. Vendo além, emergem as perguntas inevitáveis: esses recursos
financeiros enormes não deveriam ser direcionados para melhorar os salários e
as condições de trabalho dos trabalhadores dessas empresas? Não é o dinheiro
que deveria estar na fonte do imposto sobre as grandes fortunas e heranças? No
caso das empresas que realizam obras ou prestam serviços públicos não seria
melhor do ponto de visto do bem comum, que esses recursos estivessem
direcionados para que as obras e as políticas públicas sejam executadas com
maior eficácia e realidade? O princípio da função social da propriedade deve
ser levado também aos grandes ganhos e riquezas.
Além de recusar a contribuição
das empresas, o PT deve tomar outras medidas que apontam na perspectiva da
democracia interna, da ética e da transparência. Vejo de imediato duas: acabar
com o Processo de Eleições Diretas-PED para escolha das direções partidárias.
Aparentemente mais democrático e participativo, o PED não trouxe os resultados
esperados. Tornou-se, pelo contrário, um fator de manipulação. Levamos para o
interior do Partido os mesmos procedimentos condenáveis dos processos
eleitorais. Através do uso indevido de recursos financeiros desqualificamos o
PED com as filiações massivas de pessoas que muitas vezes nada sabem ou
praticam do ideário petista. Eleitores que são conduzidos para votar com
práticas que lembram os currais eleitorais e os chamados eleitores de cabresto.
Alem dessas práticas que não
coadunam com os princípios fundacionais do PT, o PED praticamente extinguiu uma
das nossas melhores experiências: as pré-convenções. Elas começavam com os
encontros municipais, nas cidades maiores precedidas pelos encontros zonais,
passavam pelos encontros estaduais e chegavam aos grandes encontros nacionais.
Nessas grandes e inesquecíveis plenárias ocorriam debates, teses e propostas
eram apresentadas. Nos intervalos, os delegados conversavam, se
confraternizavam. Momentos inesquecíveis em que o saudoso Governador sergipano,
Marcelo Deda revelava, além de sua esplêndida oratória, notáveis qualidades
musicais. Olívio Dutra declamava poemas gauchescos!
A democracia pressupõe o
encontro, a assembleia, o debate livre das ideias e projetos, a face a face,
essenciais na construção dos consensos que asseguram a unidade partidária na
diversidade e no pluralismo.
Outra questão que se coloca é a
transparência na aplicação dos recursos partidários. O PT inovou na gestão
pública, entre outras iniciativas, com o orçamento participativo. Seguramente,
disporemos de menos recursos e vamos precisar novamente da contribuição dos
filiados. O primeiro passo é chamarmos os filiados que contribuem
financeiramente para participar das decisões relativas à aplicação dos
recursos.
Desafia ainda o PT as grandes
questões temáticas. Qual é o nosso projeto para o Brasil? Em 2022, menos de 7
anos, estaremos celebrando os 200 anos da Independência do Brasil. Que País
queremos para nós, para nossos filhos, para nossos netos, para as gerações
futuras? Pretendo pensar essas questões e compartilhá-las nos próximos textos.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Leiam o artigo publicado pelo Leonardo Boff - Ainda há lugar para a esperança e a autoestima
A inauguração do segundo mandato da presidenta
Dilma, e ouvindo discursos de alguns ministros, permitiu a muitos cidadãos
voltarem a ter esperança contra a onda de pessimismo induzido durante a
campanha eleitoral. Refiro-me aqui aos discursos da presidenta Rousseff, do
ministro do MDA, Patrus Ananias, do ex-secretário da Presidência, o ministro
Gilberto Carvalho, e de seu sucessor, o ministro Miguel Rossetto.
Aí apareceram os ideais originários da revolução
política, democrática e pacífica que o PT trouxe à história brasileira. Digam o
que quiserem, o fato é que o sujeito do poder político e de Estado já não é
mais a tradicional classe dominante, aqueles que detinham os meios do poder, do
ter, do saber e do comunicar. Por mais que inventassem estratégias de
manutenção de seus status, usando meios dos mais torpes como a edição da
obscena revista Veja, na véspera das eleições, não conseguiram convencer os
eleitores. Eles intuíram que o projeto político hegemonizado pelo PT lhes era
mais adequado para o seu bem-estar e para continuar a invenção de outro tipo de
Brasil.
Agora, após decênios de maturação, vindo dos fundos
da escravidão, das grandes periferias empobrecidas, do mundo dos ignorados, com
a colaboração de aliados de outras classes sociais, se formou um novo poder de
cunho popular e republicano que permitiu conquistar democraticamente a direção
do Estado.
Já me antecipo aos críticos que falam e tresfalam
do mensalão e da corrupção de alguns altos escalões da Petrobras. Importa
reconhecer seus erros e crimes, investigá-los e exigir sua condenação como
continuamente o dizem a presidenta Dilma e os melhores líderes do PT. Mas não
será esse ínfimo número de corruptos que poderá anular o projeto transformador
de mais de 1 milhão de filiados ao PT.
Há os que querem se engessar na crítica desse desvio
como quem insistisse em permanecer ainda na fase anal de seu processo de
individuação, como diria Freud. Nunca há somente sombras. Sempre há também
luzes. Elas coexistem dialeticamente. Mas enfatizar apenas as sombras é cair no
moralismo imobilizador, como se só com a moral se pudessem resolver todos os
problemas de um país. Há uma indignação farisaica porque se basta a si mesma,
e, quando apresenta uma alternativa, esta é pior do que aquela que criticam.
O que vimos e ouvimos dos ministros referidos foi a
luz que precisava novamente ser testemunhada. Duvido, sinceramente, que alguém
possa apontar qualquer deslize de conduta da presidenta, do ministro Patrus
Ananias, do ministro Miguel Rossetto e de Gilberto Carvalho entre outros. Este
último ficou no Palácio do Planalto por doze anos. Ao entrar na sala de
trabalho, concentrou-se e pediu a Deus, em quem crê com uma fé feita
experiência vital: “Meu Deus, peço-Vos apenas duas coisas: que nunca traia
minha opção pelos pobres e que jamais seja refém dos ritos do poder”.
Quem o conhece sabe de sua fidelidade a essa opção,
de sua transparência e simplicidade, aliada à coragem de enfrentar os poderosos
e desconstruir distorções de alguns grandes meios de comunicação, pois jamais
aceitam que, um dia, foram apeados do poder. Esses perdedores, mas poderosos,
não temem um povo mantido na ignorância. Mas têm pavor de um povo que pensa e
que sabe discernir onde estão os faraós atuais que, por séculos, os mantiveram
no cativeiro do trabalho explorado e desumanizador.
A presidenta Dilma revela um entranhado amor aos
pobres e aos invisíveis e é de uma retidão ética inatacável. Bastam estas
palavras de sua fala para mostrar a linha social que traçou: ”Nenhum direito a
menos, nenhum passo atrás”.
Ao ouvir os ministros Carvalho, Rossetto e Ananias,
parecia-me escutar os sonhos originários que deram origem a essa verdadeira
revolução de cunho popular que ocorreu há doze anos: a de conferir centralidade
aos pobres, fazer políticas sociais para os que nunca puderam sair da fome, que
não tinham acesso à casa, à terra, à saúde, à luz elétrica e ao crédito, sem
falar do ensino técnico e superior, que foi amplamente possibilitado àqueles
desprovidos de meios.
Dizia a mim, para mim mesmo: aqui está o que
propúnhamos desde os anos 60 do século passado nas bases, nos lixões (trabalhei
15 anos no de Petrópolis), aos sem-terra, aos sem-teto, aos afrodescendentes,
aos indígenas e às mulheres. Aí estava a verdadeira prática de libertação, para
muitos derivada da fé no Cristo libertador e que deu origem, como momento
segundo, à teologia da libertação.
Se a oposição diz que foi derrotada por uma
quadrilha de ladrões, devemos resgatar o sentido de quadrilha: somos, como
dizia o ex-ministro Carvalho, da quadrilha do bem, dos que se colocam do lado
dos pobres, porque não somos ladrões mas zelosos servidores públicos.
Não obstante os muitos percalços, as palavras deles
nos confirmaram que o rumo não fora perdido. Os mesmos sonhos que nos levaram a
trabalhar e a aprender com o povo aí era reafirmado. Muitos sofreram,
participando um pouco de sua paixão, que tem estações como aquelas do Filho do
Homem.
Somos por um democracia social sem fim,
representativa e participativa, cujo centro é a vida de todos e da Mãe Terra
sofrida e ferida. A presidenta e esses ministros nos suscitaram a esperança de
que ainda é possível dar forma política a esse sonho e nos trouxeram a alegria
de que eles nos dão o exemplo e vão à frente animando os desalentados.
sábado, 18 de outubro de 2014
Para reflexão antes da eleição.
"Aécio é um rapaz que só teve facilidades na vida. Filho e neto de políticos, ganhou emprego ainda jovem como assessor parlamentar. Depois, foi nomeado para um banco público. Sempre protegido por papai e vovô. Nunca enfrentou dificuldades pra valer"
Rodrigo Viana
Agora entendi o que acontece em Minas
Precisa de mais detalhes
Como você é extremamente bem informado, provavelmente você já saiba de tudo isso que listarei, mas se for útil para desmascarar este “paladino” da ética chamado Aécio seguem algumas informações importantes:
- Nos quatro anos como senador, apresentou menos projetos que o deputado Tiririca.
Fonte: HTTP://ENTRETENIMENTO. R7.COM/BLOGS/SEM-CENSURA/2014/ 08/20/RAPIDINHO-TIRIRICA-E- CONSIDERADO-MELHOR-CANDIDATO- COMPARADO-A-AECIO-NEVES/
- Conseguiu um mandado de busca e apreensão para que a polícia invadisse o apartamento de uma jornalista. Computador, hd externo, cds e celular foram apreendidos.
Fonte: HTTP://WWW. REVISTAFORUM.COM.BR/BLOG/2014/ 06/JORNALISTA-TEM-CASA- INVADIDA-PELA-POLICIA-RJ-POR- ACAO-DE-AECIONEVES/
- Censurou a parte da imprensa mineira que ousou denunciar esquemas de corrupção quando governador de MG.
Fonte: HTTP://WWW. MIDIAINDEPENDENTE.ORG/PT/RED/ 2003/09/262572.SHTML
Também tentou censurar o Google, Yahoo! e Bing, movendo um processo para retirada de links relacionados ao uso de drogas e ao desvio de verbas da saúde.
Fonte: HTTP://WWW1.FOLHA.UOL. COM.BR/PODER/2014/03/1425228- JUSTICA-NEGA-PEDIDO-DE-AECIO- PARA-BLOQUEAR-BUSCAS-NA- INTERNET.SHTML
- Foi processado por desviar R$ 4,3 bilhões da saúde.
Fonte: HTTP://WWW. PRAGMATISMOPOLITICO.COM.BR/ 2013/05/AECIO-NEVES-SERA- JULGADO-POR-DESVIO-DE-R43- BILHOES-DA-SAUDE-2.HTML
- Construiu 5 aeroportos em cidades com menos de 25 mil habitantes no entorno de sua fazenda.
Fonte: HTTP://WWW1.FOLHA.UOL. COM.BR/PODER/2014/07/1488587- GOVERNO-DE-MINAS-FEZ- AEROPORTO-EM-TERRENO-DE-TIO- DE-AECIO.SHTML
- Um dos aeroportos custou R$ 14 milhões e fica na fazenda de seu tio.
Fonte: HTTP://WWW. CONVERSAAFIADA.COM.BR/BRASIL/ 2014/07/20/GOVERNO-AECIO-FAZ- AEROPORTO-PRO-TITIO/
- Pagou R$ 56 mil reais ao ex-ministro do STF Ayres Britto para arquivar a investigação de ilegalidade no aeroporto na fazenda de seu tio.
Fonte: HTTP://WWW. PRAGMATISMOPOLITICO.COM.BR/ 2014/08/56-MIL-AYRES-BRITTO- AEROPORTO-AECIO-ERA-LEGAL.HTML
- Quando governador, desapropriou um terreno de seu tio-avô no valor de R$ 1 milhão e fez o Estado pagar a ele uma indenização superfaturada de R$ 20 mil
Fonte: HTTP://NOTICIAS.R7.COM/ MINAS-GERAIS/GOVERNO-DE-MINAS- PODE-PAGAR-R-34-MILHOES-POR- TERRENO-DE-TIO-AVO-DE-AECIO- 26072014
- Apesar de declarar apenas R$ 100 mil em bens, sua rádio tem uma frota de carros de luxo e de passeio no valor de mais de 1 milhão e reais. Fonte:HTTP://WWW.VIOMUNDO.COM. BR/POLITICA/A-ESTRANHA-FROTA- DE-LUXO-DA-RADIO-DE-AECIO- NEVES.HTML
- Foi pego pela polícia dirigindo o carro de sua rádio, um Land Rover no valor de R$ 192.000,00. O pior: estava embriagado e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Fonte: HTTP://OGLOBO.GLOBO. COM/RIO/AECIO-NEVES-TEM- CARTEIRA-DE-HABILITACAO- APREENDIDA-EM-BLITZ-DA-LEI- SECA-2795173
- Troca de favores ou compra de votos? Quando governador contratou 98 mil servidores públicos sem concurso e de maneira ilegal. Fonte: HTTP://NOTICIAS.R7.COM/ MINAS-GERAIS/STF-DETERMINA- DISPENSA-DE-98-MIL-SERVIDORES- DA-EDUCACAO-EM-MINAS- EFETIVADOS-SEM-CONCURSO- 26032014
- Durante seu governo, Minas Gerais passou a pagar o piso salarial mais baixo do Brasil a professores. Aliás, tal piso era mais baixo que o permitido pela lei do piso salarial de professores, e portanto, ilegal.
Fonte: HTTP://WWW.VIOMUNDO. COM.BR/DENUNCIAS/PROFESSORES- DE-MINAS-PUBLICAM- CONTRACHEQUES-PARA-PROVAR-QUE- ESTADO-E-PSDB.HTML
- Diminuiu o salário-base dos médicos em Minas para apenas R$ 1.050,00 -o segundo mais baixo do Brasil.
Fonte: http://tijolaco.com.br/ blog/?p=19821
- Quando governador de MG, pagou com dinheiro do Estado uma dívida da Rede Globo de US$ 269 milhões referente à compra da Light. Fonte:HTTP://WWW. OBSERVATORIODAIMPRENSA.COM.BR/ NEWS/VIEW/O_GOVERNO_MINEIRO_E_ A_GLOBO
- Tem um dos réus do mensalão tucano como assessor. O publicitário Eduardo Guedes, acusado de desviar R$ 3,5 milhões para a empresa de Marcos Valério.
Fonte: HTTP://EXAME.ABRIL.COM. BR/BRASIL/NOTICIAS/ASSESSOR- DE-CONFIANCA-DE-AECIO-E-REU- DO-MENSALAO-MINEIRO
- Tem em seu palanque em Minas o maior réu e mentor do mensalão tucano, seu antecessor no governo de MG, Eduardo Azeredo.
Fonte: HTTP://TVUOL.UOL.COM. BR/VIDEO/EDUARDO-AZEREDO- PARTICIPARA-COMO-QUISER-DA- CAMPANHA-DIZ-AECIO-NEVES-128- 04020C183864D0815326
- Seu primo, Rogério Lanza Tolentino, era braço direito de Marcos Valério e foi condenado por lavagem de dinheiro em MG.
Fonte:HTTP://WWW.EM.COM.BR/ APP/NOTICIA/POLITICA/2013/12/ 12/INTERNA_POLITICA,478775/ CONDENADO-NO-MENSALAO-ROGERIO- TOLENTINO-SE-ENTREGA-A- POLICIA-FEDERAL-DE-BELO- HORIZONTE.SHTML
- Seu outro primo, Tancredo Aladin Rocha Tolentino, foi preso por vender sentenças judiciais. A Globo se calou.
Fonte: HTTP://WWW.CONJUR.COM. BR/2012-FEV-09/DESEMBARGADOR- MINEIRO-COBRAVA-180-MIL- LIMINAR-DENUNCIA-MPF
- Gastou 63% do dinheiro com passagens de avião pagas pelo senado com viagens para o Rio de Janeiro. Apenas 27% das viagens foram para MG, estado que o elegeu senador. Aliás, torrou 589 mil reais em passagens de avião para o Rio em pouco mais de 3 anos e meio como senador.
Fonte: HTTP://POLITICA. ESTADAO.COM.BR/NOTICIAS/ ELEICOES,SENADOR-USA-MAIS- VERBA-PARA-IR-AO-RIO-QUE-A-BH- IMP-,1012625
Original: HTTP:// PLANTAOBRASIL.COM.BR/NEWS.ASP? NID=82071
#Rapidinho: Tiririca é considerado melhor candidato comparado a Aécio Neves
Assinar:
Postagens (Atom)



